Vale a pena mudar minha fossa para uma estação de tratamento se ela nunca deu problema?

O título escolhido para esta discussão veio na verdade de um leitor do nosso blog e achamos que foi uma pergunta super pertinente e vamos justificar o motivo para realizar este tipo de mudança.

 

  1. A Fossa Séptica

    A fossa séptica seguida de filtro anaeróbio é um sistema de tratamento que por muitos anos foi considerado essencial para a garantia das condições sanitárias para uma casa e para a população em geral. Infelizmente com o crescimento populacional e a concentração urbana, este tipo de solução acabou por se tornar obsoleta, não garantindo as condições sanitárias e ambientais para a população nem para o meio ambiente. Para resolver estes problemas vieram as extensas redes coletoras de esgoto, as quais coletam os esgotos de grandes centros urbanos e direcionam para as ETE’s (estações de tratamento de esgoto) de grande porte para serem tratados. Este modelo é considerado eficaz, mas traz alguns problemas, pois o custo para passar as tubulações na frente de todos os prédios, casas e indústrias é muito caro. Sabemos também que não é viável construção de redes coletoras de esgoto em áreas pouco povoadas devido ao seu alto custo de implantação.

  2. A Solução

    Agora vamos voltar ao ponto em que a fossa séptica tornou-se impraticável para o tratamento dos esgotos de acordo com as nossas leis ambientais e nossa busca por melhor qualidade de vida. Neste ponto, como foi falado no parágrafo anterior, começou-se a implantar grandes redes coletoras. Agora lhes pergunto, se ao invés dos governos realizarem grandes obras para implantação de redes coletoras e grandes ETE’s, eles apoiassem novas tecnologias para substituir as fossas sépticas, visando o tratamento descentralizado dos esgotos nos locais onde eles são gerados ainda permitindo o seu reuso, isso não seria bom? É este tipo de pensamento que muitos países desenvolvidos já compartilham e é esse tipo de pensamento que entendemos que deve ser levado à diante aqui no Brasil.

Conclusão
Além desta mudança de concepção e de conceitos, temos os benefícios diretos conseguidos com a utilização de uma ETE compacta. Substituindo as fossas e filtros, pelas ETE’s evitamos:

  • A contaminação do lençol freático devido à possíveis vazamentos nas fossas ou mesmo pela utilização de sumidouros;
  • Evitamos também a poluição do mar e dos rios pois os efluentes pós estação de tratamento saem dentro dos padrões exigidos;
  • Não há a geração de odores;
  • Toda a água pode ser reutilizada para fins não nobres como lavagem de pisos, áreas externas, irrigação e vasos sanitários.

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